Rastrear ou Detectar Precocemente o câncer de próstata ?
- Ranieri Santos

- 6 de nov. de 2018
- 2 min de leitura

A OMS, preconiza que a detecção precoce de um câncer apresenta duas estratégias: uma com objetivo de diagnosticar a existência de enfermidades oncológicas em indivíduos que apresentem sinais iniciais (Diagnóstico Precoce); e uma outra voltada a pessoas que não apresentem nenhuma sintomatologia (Rastreamento).
Por existir evidências cientificas que relatam que o rastreamento produz mais danos do que benefícios, o INCA mantém a recomendação de que não se organizem programas de rastreamento para o câncer de próstata em que indivíduos assintomáticos sejam submetidos aos exames existentes para fins de rastreamento, porém recomenda-se fortemente de que se utilize das rotinas clinicas com utilização da dosagem de PSA e toque retal para fim de detectar a existência da neoplasia em estágios iniciais, afim de traçar a melhor conduta e garantir possibilidades de cura e qualidade de vida ao indivíduo portador.
Vale salientar que a chance de ser acometido pelo câncer aumenta com o avanço da idade, e que o risco de desenvolvimento do câncer de próstata em homens está entre aqueles que apresentam idade superior a 55 anos. Portanto é necessário ficar atento aos sinais e sintomas frequentes em suas fases iniciais de acometimento, que são: dificuldade para urinar; demora em começar e terminar de urinar; sangue na urina; diminuição do jato de urina; necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite.
Na presença desses sinais e sintomas, recomenda-se procurar atendimento médico para fins de investigação.
Quais exames são utilizados para investigar o câncer de próstata?
O exame de toque retal ainda é tipo como o mais eficaz para fins de detecção precoce do câncer de próstata, para isso o médico o utiliza para fins de avaliação do tamanho, forma e textura da próstata. Já a dosagem do PSA utiliza-se da mensuração de uma proteína produzida pela próstata e que está diretamente relacionada as desordens celulares de cunho neoplásicos.
Referências:
- PAIVA, Elenir Pereira de et al. Conhecimentos, atitudes e práticas acerca da detecção do câncer de próstata. 2010.
- LIMA, Laís Rocha; DA SILVA, Ivisson Lucas Campos; ALVES, Dayane Costa. Investigação e prevalência dos fatores de risco para elevação e desenvolvimento de câncer de próstata e elevação do PSA: uma revisão de literatura. REVISTA INTERDISCIPLINAR CIÊNCIAS E SAÚDE-RICS, v. 4, n. 1, 2018.
- STEFFEN, Ricardo Ewbank et al. Population screening for prostate cancer: more risks than benefits. Physis: Revista de Saúde Coletiva, v. 28, n. 2, 2018.
- Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva Câncer de próstata: vamos falar sobre isso? / Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. – Rio de Janeiro: Inca, 2017.



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