Quais os benefícios da fisioterapia no paciente oncológico?
- Ranieri Santos

- 21 de out. de 2018
- 2 min de leitura

O câncer é cada vez mais visto como uma enfermidade que exige longo prazo de tratamento e gestão, sendo, portanto, necessário a implementação de terapias que tenham como objetivo melhorar o desempenho físico, composição corporal, concentração de hemoglobina, função imune, dentre outros. Dessa forma vem sendo difundido que exercícios físicos tais como deambulação pode interferir no estado de saúde desses indivíduos. (1)
A mobilização precoce vem sendo cada vez mais instituída como terapia nos centros oncológicos, afim diminuir os impactos dos efeitos colaterais inerentes ao tratamento quimioterápico. O uso de exercícios de baixa intensidade busca interferir nas complicações musculo esqueléticas, cardiorrespiratórias e metabólicas, intervindo dessa forma na qualidade de vida do indivíduo. (2)
Destacamos a fadiga em pacientes sob tratamento oncológico como sendo um sintoma bastante frequente, principalmente em estágios avançados dessa enfermidade que interfere diretamente nas atividades de vida diária do indivíduo, gerando repercussão direta no sistema muscular, fazendo-se necessário a inserção da terapia através do movimento de forma precoce afim de que se obtenha respostas positivas no bem-estar, sonolência e satisfação. (3)
Outro aspecto importante da fadiga são os déficits persistentes que a mesma causa na condição de saúde do indivíduo associado a limitação no leito que pode causar debilidades importantes e sistêmicas, dessa forma o indivíduo em tratamento oncológico necessita de intervenção precoce que resultem na diminuição dos impactos da síndrome do imobilismo potencializada pela fadiga. (4)
O exercício físico como forma intervencionista é uma ferramenta cada vez mais eficaz para a diminuição da fadiga, onde 30-60% dos pacientes com câncer apresentam melhora com a adoção desse protocolo durante o tratamento. E isso demonstra um aumento significativo da força muscular nos pacientes que são submetidos a tal conduta, causando não só melhora na fadiga, mais também em menores complicações pós alta. (5)
Referências
1. Knols R, de Bruin E, Shirato K, Uebelhart D, Aaronson N. Physical activity interventions to improve daily walking activitu in câncer survivors. BMC Cancer 2010;10(1).
2. Sommer M, Trier K, Vibe-Petersen j, Missel M, Christensen M, Larsen K et al. Perioperative Rehabilitation in Operable Lung Cancer Patientes (PROLUCA). Integrative Cancer Therapies. 2016;15(4):455-466.
3. Pyszora A, Budzynski J, Wójcik A, Prokop A. Krajnik M. Physiotherapy programme reduces fatigue in patientes with advanced cancer receiving palliative care: randomized controlled trial. Supportive Care in Cancer 2017;25(9):2899-2908.
4. Persoon S, Kersten M, ChinaPaw M, Buffart L, Burghout H, Schep G et al. Design of the Exercise intervention after stem cell transplantation (EXIST) study: effectiveness of na individualized high intensity physical exercise programo n fitness and fatigue in patientes with multiple myeloma or (non-) Hodgkin’s lymphoma treated with high dose chemotherapy and autologous stem cell transplantation. BMC Cancer. 2010;10(1).
5. Grabenbauer A, Granbenbauer A, Lengenfelder R, Gabenbauer G, Distel L. Feasibility of a 12 month exercise intervention during and after radiation and chemotherapy in cancer patientes: impacto n quality of life, peak oxygen consumption, and Body composition. Radiation Oncology. 2016;11(1).



Comentários